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BP planeja polo substancial de petróleo e gás no Brasil e foca descoberta em Santos

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BP planeja polo substancial de petróleo e gás no Brasil e foca descoberta em Santos
BP planeja polo substancial de petróleo e gás no Brasil e foca descoberta em Santos

Por Marta Nogueira

RIO DE JANEIRO, 21 Set (Reuters) - A BP planeja estabelecer um polo relevante de produção de petróleo e gás no Brasil, disse o vice-presidente executivo de Upstream da petroleira nesta segunda-feira, em um discurso destacando também o potencial da descoberta Bumerangue, feita no ano passado no Sul da Bacia de Santos. 

Ao participar do congresso ROG.e, Gordon Birrell afirmou que o Brasil se tornou uma parte "cada vez mais importante" da estratégia futura de upstream da BP.

"Continuamos planejando estabelecer um polo de produção substancial e bem-sucedido aqui no Brasil", disse Birrell, em uma palestra.

"O Brasil está muito alinhado com aquilo que buscamos: recursos de longa duração, pessoas competentes para desenvolvê-los e parcerias sólidas."

Birrell afirmou que a BP ainda está avaliando a descoberta de Bumerangue, considerada a sua maior já feita em muitos anos, e disse que deverá perfurar um novo poço de avaliação para obter mais informações sobre a descoberta.

Sem dar prazos, o executivo afirmou que tecnologias sísmicas avançadas serão utilizadas para definir onde será perfurado o próximo poço de avaliação, enquanto a BP planeja aproveitar a experiência desenvolvida no Brasil para lidar com reservatórios com níveis elevados de dióxido de carbono (CO2).

"Há trabalho de avaliação a ser feito (sobre Bumerangue). Vamos seguir os dados e tomar decisões disciplinadas à medida que o trabalho avançar. Mas, até agora, estamos entusiasmados com o que vimos", afirmou, em seu discurso.

Em sua fala, Birrell afirmou que o Brasil reúne características importantes para atrair investimentos de longo prazo, citando recursos de classe mundial, acesso ao mercado internacional pelo Atlântico, instituições e marcos capazes de sustentar projetos que demandam investimentos e podem levar anos para serem desenvolvidos.

"Poucos países, acredito, estão mais bem posicionados para oferecer essa combinação do que o Brasil", afirmou.

(Reportagem de Marta Nogueira; edição de Roberto Samora)

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