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Chefe da polícia de Paris afirma que protesto estudantil está fora de controle

Reuters
Chefe da polícia de Paris afirma que protesto estudantil está fora de controle
Chefe da polícia de Paris afirma que protesto estudantil está fora de controle

PARIS, 3 Out (Reuters) - O protesto estudantil que se espalhou por toda a França está agora "fora de controle", afirmou o chefe da polícia de Paris no sábado, instando os manifestantes a voltarem às ações pacíficas e alertando que as autoridades responderiam com firmeza à violência e ao vandalismo.

A polícia de choque entrou em confronto com estudantes do ensino médio em toda a França na sexta-feira, e os sindicatos convocaram os professores à greve, enquanto o governo do presidente Emmanuel Macron lutava para conter os protestos cada vez mais violentos contra as condições nas salas de aula e o financiamento.

Desde segunda-feira, cerca de 5.000 pessoas, em sua maioria adolescentes, foram presas em todo o país e dezenas ficaram feridas.

Agathe Foucault, porta-voz da polícia nacional, disse à rádio RTL no sábado que mais de 600 policiais também ficaram feridos.

Professores e cidadãos foram atacados, enquanto os danos materiais são estimados em dezenas de milhões de euros.

O chefe de polícia de Paris, Patrice Faure, em uma carta aberta publicada no X antes dos novos protestos previstos para a próxima terça-feira, afirmou que aqueles que iniciaram o movimento já não o controlavam e pediu aos estudantes que abandonassem os bloqueios nas escolas e os distúrbios em favor de formas pacíficas de protesto.

"É hora de voltar a formas pacíficas de ação", escreveu Faure, afirmando que os pais também têm a responsabilidade de afastar seus filhos do que ele descreveu como a influência de "manifestantes profissionais" e seus apoiadores.

Os sindicatos estudantis convocaram um dia nacional de manifestações para terça-feira. Autoridades de segurança temem que um protesto organizado no centro de Paris, em particular, possa gerar mais violência, em meio a preocupações de que grupos anarquistas de extrema esquerda possam se apropriar do movimento.

Os estudantes que bloqueiam as escolas de ensino médio têm manifestado indignação com a superlotação nas salas de aula, a falta constante de professores e as instalações em estado de degradação, atribuindo a culpa a anos de subinvestimento.

(Reportagem de John Irish)

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