16 Set (Reuters) - O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) selecionaram as distribuidoras CPFL Paulista, Cemig, Copel, Energisa Mato Grosso e Neoenergia Elektro para integrar um projeto que testará mecanismos de maior controle sobre os recursos energéticos distribuídos, como a geração distribuída solar, no Brasil.
A informação consta em carta encaminhada pelo ONS nesta semana ao regulador, que avalia um projeto de "sandbox" regulatório sobre o tema.
Segundo o ONS, as distribuidoras escolhidas têm em suas áreas de concessão elevada capacidade instalada de geração distribuída --como telhados solares e mini usinas fotovoltaicas.
Além disso, as concessionárias também foram selecionadas por seu grau de maturidade tecnológica, visando eventual utilização de sistemas especializados, como ADMS e DERMS, que aumentam a capacidade de monitoramento, controle e otimização dos chamados "recursos energéticos distribuídos" (REDs) na rede elétrica.
Além da geração distribuída, outras soluções emergentes no setor elétrico brasileiro também são vistas como REDs, como baterias e veículos elétricos.
O projeto do ONS, em conjunto com a Aneel, busca criar mecanismos que aumentem a integração das operações do ONS, que controla a geração e a transmissão de energia no Brasil, e das distribuidoras de energia, que atendem à ponta final do consumo.
A proposta surgiu em meio às crescentes dificuldades de operação do sistema elétrico brasileiro diante da expansão da geração distribuída, que não é controlável pelo ONS.
Esses sistemas distribuídos agravaram a situação de sobreoferta de energia no Brasil, concentrada durante o dia, e desafiam o equilíbrio entre carga e geração na rede nacional, ampliando os riscos de apagões por excesso de energia.
(Por Letícia Fucuchima; edição de Roberto Samora)



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