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Copiloto da Flydubai atacou piloto com um machado em "ataque terrorista", dizem Emirados Árabes

Reuters
Copiloto da Flydubai atacou piloto com um machado em "ataque terrorista", dizem Emirados Árabes
Copiloto da Flydubai atacou piloto com um machado em "ataque terrorista", dizem Emirados Árabes

Por Eman Abouhassira e Maha El Dahan e Alexander Cornwell

DUBAI/TEL AVIV, 3 Out (Reuters) - O copiloto do voo FZ1073 da flydubai, com destino a Israel, tentou realizar um "ataque terrorista" com um machado durante o voo, informou o procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos neste sábado.

O copiloto foi identificado como Hammam al-Hammami, cidadão de Omã, informou à Reuters uma fonte com conhecimento direto do caso. Uma segunda fonte a par da investigação confirmou o nome do copiloto. As autoridades dos Emirados Árabes Unidos não responderam imediatamente a um pedido de confirmação de sua identidade.

O desastre foi evitado na quarta-feira depois que passageiros e tripulantes dominaram o copiloto, que havia atacado o comandante no que autoridades israelenses descreveram como uma aparente tentativa de fazer o avião, que transportava mais de 170 passageiros e tripulantes, cair.

Embora as autoridades dos Emirados Árabes Unidos e a companhia aérea não tenham identificado publicamente o copiloto, autoridades israelenses já haviam afirmado anteriormente que ele é cidadão de Omã. Omã não se pronunciou sobre o incidente.

"As investigações sobre o incidente envolvendo o voo FZ1073 da flydubai revelaram que o copiloto havia tentado realizar um ataque terrorista", afirmou o procurador-geral Hamad Saif Al Shamsi em comunicado divulgado pela agência de notícias estatal dos Emirados Árabes Unidos.

O copiloto atacou o piloto dentro da cabine com um machado de emergência e tentou assumir o controle da aeronave, disse o procurador-geral.

Um machado de emergência é normalmente mantido na cabine para uso em situações de emergência, como acidentes.

A investigação sobre o voo FZ1073, incluindo os motivos do suspeito, continua em andamento, e as conclusões serão divulgadas assim que os "procedimentos necessários" forem concluídos, afirmou o procurador-geral. Os Emirados Árabes Unidos estão liderando a investigação. A companhia aérea é de propriedade do governo de Dubai.

Os comentários do procurador-geral foram os primeiros de investigadores dos Emirados Árabes Unidos a descrever o incidente como uma tentativa de ataque terrorista. Após a divulgação da declaração do procurador-geral, Anwar Gargash, assessor sênior do presidente dos Emirados Árabes Unidos, afirmou no X que o país do Golfo tinha tolerância zero ao terrorismo e não demonstraria clemência em relação à retórica extremista.

A Flydubai informou que as circunstâncias do incidente ainda estavam sob investigação e que não estava em condições de fazer mais comentários, disse um porta-voz no sábado.

A maioria dos passageiros a bordo era de nacionalidade israelense.

Um piloto reserva da flydubai que viajava no voo assumiu o controle da aeronave e a pousou no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, onde o copiloto foi detido pelas autoridades sauditas.

O copiloto foi transferido da Arábia Saudita para Abu Dhabi na quinta-feira.

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