WASHINGTON, 3 Nov (Reuters) - O Departamento de Justiça dos EUA informou nesta terça-feira que está enviando 1.000 monitores e observadores eleitorais para todos os 50 Estados, no que chamou de a maior iniciativa de monitoramento do dia da eleição da história.
Um comunicado do Departamento de Justiça (DOJ) identificou quais jurisdições dentro dos Estados receberiam monitores e observadores.
Autoridades do departamento afirmaram que as prioridades incluem áreas com histórico de problemas de acesso ao voto e locais com disputas acirradas que poderiam ser alvo de intimidação eleitoral.
O governo Trump tem adotado uma abordagem cada vez mais agressiva em relação à fiscalização eleitoral, pressionando os Estados a fornecerem dados de registro eleitoral e argumentando que medidas mais rigorosas são necessárias para garantir a confiança do público na votação. Críticos consideram essas medidas uma intromissão federal excessiva.
A ampliação do programa federal de monitoramento levou vários Estados a emitir novas diretrizes para autoridades eleitorais locais e mesários sobre a autoridade limitada que os observadores do Departamento de Justiça terão no dia da eleição.
“Os monitores eleitorais verificarão o cumprimento das leis federais de direitos eleitorais que se enquadram na jurisdição da (Divisão de Direitos Civis)”, afirmou o comunicado do Departamento de Justiça.
Algumas leis estaduais e locais permitem que autoridades eleitorais impeçam a presença de monitores do DOJ dentro dos locais de votação. Os funcionários do DOJ não podem conduzir investigações no local nem impedir ninguém de votar.
O número de observadores é aproximadamente o triplo do registrado na última eleição de meio de mandato. Essa mobilização será a maior operação de observação da história do departamento.
(Reportagem de Doina Chiacu)
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