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Diretor palestino retrata dificuldades diárias em Gaza com filme sobre puberdade no festival de Toronto

Reuters

Por Bhargav Acharya e Meriam Telhig

TORONTO, 16 Set (Reuters) - Um drama palestino filmado inteiramente em Gaza tem como objetivo mostrar ao mundo as dificuldades cotidianas dos palestinos, afirmou o cineasta Hosam Abu Dan.

“Thirteen in Gaza”, que estreou no Festival Internacional de Cinema de Toronto na terça-feira, conta a história de Raghad, uma menina de 13 anos que acaba de entrar na puberdade, enquanto lida com a vida ao lado do pai na Faixa de Gaza, lutando para encontrar um espaço seguro para suas confusões e desesperada por carinho e apoio.

O diretor Abu Dan disse que era importante para ele contar uma história da perspectiva de alguém que viveu em Gaza.

“Eu sempre costumava dizer que as pessoas sempre podem contar a sua história, mas quando você a conta do seu jeito, na sua própria língua, é diferente. Isso é algo muito importante”, declarou ele à Reuters em uma entrevista.

Dezenas de milhares de palestinos, a maioria deles civis, foram mortos nos ataques militares de Israel, que deixaram grande parte do enclave em ruínas, causaram uma crise de fome e deslocaram internamente toda a população de Gaza.

A guerra foi desencadeada pelo ataque do grupo militante palestino Hamas a Israel, em 7 de outubro de 2023, que matou 1.200 pessoas, a maioria delas civis.

O diretor palestino disse que as filmagens duraram 12 dias e contaram com uma equipe reduzida devido a restrições logísticas.

“Normalmente, uma equipe de filmagem é bem grande, mas mantivemos a nossa deliberadamente muito pequena para que pudéssemos caber todos em um único carro e nos locomover com facilidade”, afirmou ele.

Abu Dan, que conversou com a Reuters de sua casa em Gaza, não pôde viajar para Toronto para o festival, pois as restrições às viagens internacionais continuam em vigor.

Embora desejasse estar lá pessoalmente para comemorar o filme, ele disse que se orgulha de ter feito um filme que é significativo.

“Muitas pessoas podem achar que Gaza não tem mais nada a oferecer, então precisamos continuar lembrando a elas: não, nós merecemos viver, temos sonhos e temos tudo. O que realmente queremos é levar uma vida normal, assim como todos no mundo.”

(Reportagem de Bhargav Acharya e Meriam Telhig, em Toronto)

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