A Turquia planeja ampliar sua cooperação nuclear com a Rússia para construir mais usinas, afirmou nesta terça-feira, 1, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan. O sinal de aprofundamento dos laços com Moscou deve aumentar as preocupações entre aliados ocidentais, que vêm demonstrando desconforto com a proximidade de Ancara com a Rússia em meio à guerra na Ucrânia.
A Rosatom, estatal russa do setor nuclear, está perto de concluir a usina nuclear de Akkuyu, na costa mediterrânea da Turquia. Quando entrar em operação, seus quatro reatores deverão gerar cerca de 10% da eletricidade consumida no país.
"A usina nuclear de Akkuyu é de grande importância nas relações entre Rússia e Turquia. Estamos agora nas etapas finais", disse Erdogan, sentado ao lado do presidente russo, Vladimir Putin, após uma reunião bilateral à margem da cúpula da Organização para Cooperação de Xangai, no Quirguistão. Ele acrescentou que, com a Rússia, a Turquia "dará passos conjuntos para inaugurar algumas novas usinas, além da abertura da usina nuclear de Akkuyu". As declarações foram divulgadas pela agência estatal turca Anadolu .
Erdogan também afirmou que as relações entre os dois países estão "hoje em um nível muito mais avançado do que em qualquer período anterior". Putin, por sua vez, classificou a Turquia como "um de nossos parceiros privilegiados".
A Turquia depende de importações de energia, que atendem cerca de 70% de suas necessidades energéticas. As importações turcas provenientes da Rússia somaram US$ 42,37 bilhões no ano passado, segundo dados de comércio internacional das Nações Unidas. Desse total, US$ 29,8 bilhões corresponderam ao setor de energia.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast (Sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado).




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