O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, apresentou as diretrizes da estratégia abrangente de segurança e ordem pública de seu governo, estabelecendo uma nova postura em relação a grupos armados ilegais e organizações criminosas. Segundo comunicado divulgado pela Assessoria de Imprensa da Presidência, todos os grupos armados ilegais serão tratados como terroristas, independentemente do nome que utilizem para se identificar.
"Essa divisão acabou. Quando se trata de combater o crime, não há diferenças nem nas ações, nem na resposta do Estado", afirmou o presidente.
O presidente também ordenou a reativação da Unidade de Informação e Análise Financeira (UIAF), como parte dos esforços para combater as finanças das organizações criminosas. Segundo informações divulgadas pela Presidência da República, a unidade e terá acesso a informações bancárias dos últimos quatro anos. Outro destaque é o combate à agiotagem no país, que o comunicado afirma ser uma "forma de escravidão moderna" que atinge 12 milhões de colombianos.
Em outro comunicado, De La Espriella descreveu a situação atual no departamento de Tolima como extremamente grave, observando que há indícios de que alguns incêndios florestais estão sendo provocados deliberadamente. Ele afirmou que não permitirá que o estado de emergência seja usado para semear o caos e o terror.
Diante desses acontecimentos, ele ordenou medidas decisivas e disse haver relatos indicando "repetidas denúncias das autoridades locais sobre homens em motocicletas que supostamente estão iniciando incêndios intencionalmente em Suárez, Coello e San Luis. Tudo isso deve ser rigorosamente investigado e os responsáveis processados".
Na segunda-feira, o presidente ordenou iniciar esta semana operações coordenadas entre a autoridade migratória e a polícia para deportar migrantes que vivem em situação irregular no país. Segundo um vídeo vazado de um conselho de segurança, realizado no domingo em Barranquilla, o mandatário deu instruções pra identificar e deter em primeiro lugar os imigrantes que cometeram crimes, de acordo com a AFP .



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