Por Lori Ewing
KANSAS CITY, Missouri, 8 Jul (Reuters) - Um dos atacantes mais temidos do mundo é o principal obstáculo entre a Inglaterra e as semifinais da Copa do Mundo, mas o lado positivo para a equipe do técnico Thomas Tuchel é que poucas seleções conhecem Erling Haaland tão bem quanto a equipe inglesa.
O artilheiro norueguês passou os últimos quatro anos aterrorizando as defesas da Premier League com o Manchester City, marcando gols a um ritmo impressionante e tornando-se um adversário familiar para muitos dos jogadores da Inglaterra.
A combinação de força, velocidade e habilidade de finalização do jogador de 25 anos é assustadora e, com sete gols já marcados no torneio, a Inglaterra sabe que dar-lhe qualquer espaço em Miami no sábado pode ser fatal.
Questionado sobre como conter Haaland, o meio-campista inglês Morgan Rogers deu uma risada.
“Alguém já conseguiu parar Erling Haaland? Não tenho certeza se já, mas vamos tentar”, disse Rogers aos repórteres nesta quarta-feira.
“Ele é um jogador tão incrível, as coisas que faz, os números que apresenta... dá para perceber o quanto ele é bom, então talvez tenhamos que tentar... impedir que as bolas cheguem até ele e que ele tenha suas chances, porque ele é extremamente letal na frente do gol.”
O Aston Villa, time de Rogers, manteve Haaland sem marcar gols nas últimas quatro visitas do City ao Villa Park, embora o jogador de 23 anos tenha atribuído isso à sorte. No entanto, ele disse que outros jogadores noruegueses que atuam em times ingleses -- como o capitão do Arsenal, Martin Odegaard -- também representam grandes ameaças.
A Inglaterra se classificou para o duelo com a Noruega após uma vitória por 3 x 2 sobre o México nas oitavas de final, mesmo com apenas 10 jogadores em campo -- uma partida que proporcionou uma das atuações mais memoráveis da seleção inglesa em Copa do Mundo nos últimos anos.
Já a Noruega venceu o Brasil por 2 x 1, com dois gols justamente de Haaland no segundo tempo.
SELEÇÃO INGLESA EXAUSTA
O elenco inglês voltou à sua base em Kansas City na madrugada desta segunda-feira, após uma partida que, segundo Rogers, os deixou exaustos.
“Essa foi a mensagem hoje, em nosso primeiro treino de volta: vamos em frente de novo, vamos buscar mais, e ainda podemos melhorar e ficar ainda melhores”, disse Rogers.
“Para muitos de nós, este será o maior jogo em que já participamos, especialmente em uma Copa do Mundo nessas circunstâncias.”
Rogers disse que o time ficou muito feliz em receber de volta ao campo de treinamento o experiente meio-campista Jordan Henderson, após ele ter sido submetido a uma cirurgia no braço para tratar uma lesão sofrida durante as comemorações pós-jogo na Cidade do México.
“Isso mostra exatamente como ele é como pessoa”, disse Rogers. “Vê-lo esta manhã, sorrindo e ainda tão feliz como sempre, independentemente do que tenha acontecido com ele nas últimas 48 horas ou o que quer que seja, é muito bom para nós. Ele é, de certa forma, o coração do grupo.”
Uma nova tradição se consolidou entre os torcedores da Inglaterra na Copa do Mundo: torcedores e jogadores cantam “Wonderwall”, do Oasis, a plenos pulmões após as partidas.
Quando perguntaram se ele sabia a letra, Rogers riu de novo.
“Não se considere inglês se não souber a letra”, disse. “É uma música tão conhecida que todo mundo tem que saber a letra. Se não souber, é melhor aprender rapidinho.”
(Reportagem de Lori Ewing)




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