NOVA DELHI, 2 Nov (Reuters) - Um tribunal indiano permitiu que o ator de Bollywood Imran Khan permanecesse no país até o início do próximo mês, depois que ele se desculpou nesta segunda-feira por ter participado de um protesto, segundo a mídia local.
Sua participação em um protesto havia levado o governo a solicitar que ele deixasse o país por violar as leis de imigração.
Khan, de 43 anos, é cidadão norte-americano e foi intimado a deixar o país até 28 de outubro, após ter sido acusado de participar de protestos em Mumbai contra o chefe eleitoral do país no mês passado.
Na semana passada, o Tribunal Superior de Bombaim suspendeu a ordem do governo até 2 de novembro e, nesta segunda-feira, prorrogou-a até 7 de dezembro.
O tribunal afirmou nesta segunda-feira que Khan “não tinha o direito de protestar ou participar” de protestos, pois era um estrangeiro de origem indiana e “nem mesmo remotamente afetado” pela revisão das listas eleitorais que desencadeou protestos em todo o país, informou o site jurídico LiveLaw.
O tribunal exigiu um “pedido de desculpas incondicional” de Khan e determinou que ele se comprometesse a não participar mais de tais protestos, informou o LiveLaw.
O advogado de Khan afirmou que ele assumiria esse compromisso imediatamente e também prometeu não incentivar ou instigar outras pessoas a participar de tais protestos, informou o LiveLaw.
De acordo com a legislação indiana, a participação de estrangeiros em protestos políticos pode ser considerada uma violação das normas de imigração e de vistos.
O tribunal prorrogou a suspensão da ordem governamental até que o Escritório Regional de Registro de Estrangeiros, órgão federal responsável pelo rastreamento e monitoramento de estrangeiros na Índia, decida o caso após ouvir Khan, informou o LiveLaw.
Sobrinho do ator Aamir Khan, Imran pertence a uma proeminente família do cinema. Ele atuou em vários filmes de sucesso de Bollywood entre 2008 e 2015, antes de se aposentar repentinamente.
(Reportagem de Hritam Mukherjee)
Aviso