Por Andrew Goudsward e Luc Cohen
WASHINGTON, 7 Out (Reuters) - O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, devem enfrentar novas acusações criminais nos EUA por supostas torturas contra cidadãos norte-americanos detidos naquele país sul-americano, afirmou uma autoridade norte-americana nesta quarta-feira.
As novas acusações podem ser apresentadas já na quinta-feira, segundo a autoridade, que foi informada sobre a investigação.
Maduro e Flores foram capturados por forças dos EUA em suas residências em Caracas no dia 3 de janeiro e levados para Nova York para responder a acusações de tráfico de drogas. Eles se declararam inocentes.
Um porta-voz da procuradoria federal de Manhattan, que apresentou as acusações, se recusou a comentar.
Os advogados de Maduro e Flores não responderam imediatamente aos pedidos de comentário.
A possibilidade de novas acusações foi divulgada pela primeira vez pela CNN nesta quarta-feira.
Detalhes das novas acusações, incluindo as identidades das supostas vítimas de tortura, não foram divulgados imediatamente.
Os 13 anos de Maduro no poder na Venezuela, país rico em petróleo, foram marcados por tensões com os Estados Unidos. Washington afirmou que vários de seus cidadãos foram detidos injustamente no país sul-americano durante seu mandato.
Desde a captura de Maduro, a Venezuela tem sido liderada por sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez, que intensificou a cooperação com o governo Trump.
(Reportagem de Andrew Goudsward e Jasper Ward, em Washington; )
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