Início Mundo OEA apoia apelo conjunto para que Nicarágua restaure as liberdades civis
Mundo

OEA apoia apelo conjunto para que Nicarágua restaure as liberdades civis

Reuters
OEA apoia apelo conjunto para que Nicarágua restaure as liberdades civis
OEA apoia apelo conjunto para que Nicarágua restaure as liberdades civis

2 Out (Reuters) - A Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovou na sexta-feira uma resolução que insta as autoridades da Nicarágua a libertar presos políticos, restabelecer as liberdades civis e abre caminho para uma possível ação coordenada.

A resolução prevê a criação de um grupo para acompanhar e recomendar possíveis medidas em relação a uma série de exigências à Nicarágua, incluindo a criação de condições para eleições justas, a libertação de presos políticos e a divulgação do paradeiro de pessoas que sofreram desaparecimento forçado.

O governo dos copresidentes da Nicarágua, Daniel Ortega e sua esposa, Rosario Murillo, que restringiu fortemente as liberdades civis desde uma onda de protestos em 2018, proibiu no mês passado a participação da oposição em futuras eleições.

A resolução foi aprovada na primeira reunião de ministros das Relações Exteriores da OEA em sete anos, na qual a maioria dos 32 ministros da organização delegou sua participação a adjuntos ou embaixadores. Washington, que sediou e propôs a reunião, enviou o vice-secretário de Estado Christopher Landau.

“Todos nós compreendemos que a crise democrática na Nicarágua não é apenas uma questão interna; pelo contrário, a ditadura põe em risco a paz e a segurança do nosso hemisfério”, afirmou Landau na reunião.

“A ditadura desestabiliza a América Central e todo o nosso hemisfério ao facilitar a imigração ilegal e ao acolher serviços de segurança de fora do hemisfério, que apoiam a repressão”, acrescentou ele.

Versões anteriores da resolução revelaram uma divisão entre os EUA e governos de direita alinhados, que pressionavam por uma linguagem mais firme e alegavam a presença de forças de segurança estrangeiras na Nicarágua, e outros países, incluindo o Brasil, que afirmavam que a Nicarágua não deveria ser considerada uma ameaça à segurança regional.

A Nicarágua, que deixou a OEA em 2023, mantém acordos de cooperação em segurança com a Rússia e a China.

O secretário-geral da OEA, Albert Ramdin, disse à Reuters que esperava que a reunião levasse a algo mais do que uma condenação verbal das violações dos direitos humanos.

“Isso já foi dito muitas vezes. É bom reiterar coletivamente, mas esse não pode ser o único resultado”, disse Ramdin. “Também é preciso perguntar: o que faremos a seguir?”

(Reportagem de Sarah Morland e Gabriela Selser)

Siga-nos no

Google News

Receba o Boletim do Dia direto no seu e-mail, todo dia.

Comentários (0)

Deixe seu comentário

Resolva a operação matemática acima
Seja o primeiro a comentar!