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Papa pede fim da violência contra palestinos na Cisjordânia

Reuters
Papa pede fim da violência contra palestinos na Cisjordânia
Papa pede fim da violência contra palestinos na Cisjordânia

CASTEL GANDOLFO, Itália, 16 Ago (Reuters) - O Papa Leão 14 pediu neste domingo o fim da violência contra os palestinos na Cisjordânia ocupada, em meio a uma onda de ataques de colonos militantes e um cerco à vila de Qusra, no território.

Colonos israelenses cercaram casas após cortar o fornecimento de água e eletricidade, em um movimento que grupos de direitos humanos descreveram como uma ação coordenada para se apropriar de mais terras e avançar sobre o território onde os palestinos pretendem estabelecer um Estado.

"Renovo meu apelo pelo fim da violência repetida contra a população civil palestina na Cisjordânia", disse o papa, sem mencionar confrontos ou ataques específicos.

"Peço urgentemente à comunidade internacional que tome medidas para promover a solução de dois Estados, por uma paz justa e duradoura", acrescentou o papa, após as orações do meio-dia em sua residência em Castel Gandolfo, nos arredores de Roma.

O Vaticano há muito apoia a ideia de um futuro Estado palestino, que foi reconhecido por mais de 150 dos 193 Estados-membros da ONU como abrangendo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental.

O governo de coalizão de direita do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, supervisionou a construção massiva de assentamentos na Cisjordânia, que, segundo o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, visa enterrar a ideia de tal Estado.

As Nações Unidas e a maioria dos governos consideram os assentamentos ilegais sob o direito internacional relacionado à ocupação militar. Israel ocupou a Cisjordânia na guerra de 1967, mas argumenta que o território é disputado, e não ocupado.

(Reportagem de Valentina Za)

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