Por Naveen Thukral e Ella Cao e Peter Hobson
CINGAPURA/PEQUIM/CANBERRA, 23 Set (Reuters) - Uma processadora privada chinesa comprou 68.000 toneladas métricas de canola australiana da nova safra para embarque em março, depois que uma carga semelhante adquirida por outra empresa chegou no início deste mês, segundo fontes do setor, nas primeiras transações desse tipo desde que o comércio foi interrompido em 2020.
"O comércio da safra anterior foi dominado pela Cofco, mas há algum interesse do setor privado na canola australiana da nova safra", disse um trader baseado na Ásia.
O negócio da nova safra foi fechado por cerca de US$730 por tonelada, incluindo custo e frete, disse a fonte.
Os dois negócios são as primeiras compras conhecidas por compradores privados desde que a canola australiana foi efetivamente excluída do mercado chinês em 2020, em grande parte devido a restrições fitossanitárias destinadas a impedir a propagação de doenças fúngicas nas plantas.
A carga que chegou no início de setembro é da safra anterior. A colheita de canola na Austrália terá início em outubro e se estenderá até dezembro.
O Ministério da Agricultura da Austrália não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Pequim começou a reabrir o comércio de canola com Canberra por volta de meados de 2025, inicialmente por meio de compras experimentais realizadas pela empresa estatal Cofco, em meio a uma disputa comercial entre a China e o Canadá.
As usinas privadas de processamento permaneceram excluídas até que Pequim ampliasse o acesso em julho.
A China é o maior importador mundial de canola. O Canadá é o maior exportador mundial de canola e a Austrália é o segundo maior.
A canola é processada para produzir farelo, que é usado como ingrediente em rações animais, e óleo, amplamente utilizado na culinária.
Aviso