Por Panarat Thepgumpanat e Chayut Setboonsarng
BANGUCOQUE, 11 Set (Reuters) - A produção de açúcar na Tailândia, segundo maior exportador mundial da commodity depois do Brasil, deve cair até 12,5% para 10,5 milhões de toneladas métricas na safra de 2026/27, segundo informou um representante do setor.
A queda prevista é resultado da seca, do aumento dos custos dos insumos e da migração dos agricultores para a mandioca, disse Thawat Hamarn, diretor de estratégia e planejamento do Escritório do Conselho da Cana-de-açúcar e do Açúcar.
A produção de cana-de-açúcar deve cair 9,5%, passando de 105 milhões de toneladas na última safra para cerca de 95 milhões de toneladas, segundo Thawat, referindo-se à safra de 2026/27, que deve ocorrer de dezembro a abril.
Os agricultores têm enfrentado custos mais altos com fertilizantes, e os preços da cana não têm sido atraentes o suficiente, levando alguns produtores a migrarem para culturas mais lucrativas, disse Naradhip Anantasuk, gerente da Federação Tailandesa de Plantadores de Cana-de-açúcar.
Os preços globais do açúcar subiram em meio a expectativas de que a seca possa reduzir a produção na Tailândia, na Índia e no Brasil, segundo Naradhip.
Mas os preços precisariam chegar a cerca de 21 a 22 centavos por libra para que os agricultores cobrissem seus custos, disse Naradhip, em comparação com os preços atuais de cerca de 18 a 19 centavos.
Em Khon Kaen, uma província no nordeste da Tailândia, a cerca de 450 quilômetros (280 milhas) de Bangcoc, a produção de cana-de-açúcar pode cair para 1,8 milhão de toneladas, disse uma autoridade local, em comparação com 5,86 milhões de toneladas na última safra.
"Chuvas irregulares, o endividamento dos agricultores e surtos de doenças levariam a uma redução na produção de cana", disse Chairat Kittivarapol, representante de uma associação de produtores de cana-de-açúcar da província.



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