1 Out (Reuters) - Um número crescente de pessoas acredita que as redes sociais manipulam e dividem a população, além de prejudicar a democracia, afirmou o Pew Research Center nesta quinta-feira.
Empresas que administram aplicativos populares, incluindo Meta, Snap e TikTok, enfrentaram milhares de ações judiciais e pagaram grandes somas para encerrarem alegações de que causam danos aos usuários. Enquanto isso, governos têm buscado maneiras de protegerem a privacidade de seus cidadãos.
A Austrália propôs regras para permitir que os usuários optem por não receberem feeds recomendados por algoritmos, depois de se tornar o primeiro país do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A pesquisa mais recente do Pew mostrou que 82% dos adultos australianos apoiam a medida do governo de restringir o acesso de crianças às redes sociais.
A maioria dos entrevistados afirmou que as redes sociais informam as pessoas e lhes dão voz na política, mas houve um aumento generalizado no número daqueles que agora veem as redes sociais como algo “ruim” em comparação com 2022, de acordo com o relatório.
Pessoas em países mais ricos, incluindo os Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, tendem mais a acreditar que as redes sociais estão prejudicando a democracia, em comparação com seus pares em economias menos desenvolvidas, como Gana, Quênia e Nigéria.
Os EUA estão entre os mais céticos, com 64% dos adultos entrevistados afirmando que as redes sociais prejudicam a democracia. A proporção de pessoas que consideram as redes sociais prejudiciais à democracia aumentou em 16 dos 26 países para os quais havia dados anteriores disponíveis.
O Pew Research informou que entrevistou mais de 45.000 pessoas em 37 países, além de realizar uma pesquisa com outros 5.511 adultos norte-americanos sobre o uso das redes sociais nos Estados Unidos.
(Por Jaspreet Singh)
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