Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 8 Out (Reuters) - As taxas dos DIs operavam nesta quinta-feira próximas da estabilidade, enquanto no exterior os rendimentos dos Treasuries e o petróleo subiam, com os agentes no Brasil aguardando a divulgação de nova pesquisa eleitoral do Datafolha.
Às 9h40, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 12,61%, em alta de 2 pontos-base ante o ajuste de 12,593% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 12,78%, praticamente estável ante 12,779%.
Os rendimentos dos Treasuries voltaram a subir nesta manhã, em meio ao movimento mais recente de venda global de títulos, enquanto o petróleo Brent tinha ganhos firmes, para perto dos US$105 o barril, com a continuidade da guerra no Oriente Médio.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, disse nesta quinta-feira que o país ainda está analisando a resposta de Washington à sua proposta de acordo, segundo a qual o Estreito de Ormuz poderia ser reaberto em até sete dias. A resposta poderá sair nos próximos dias, conforme a agência de notícias Tasnim.
No Brasil, a eleição presidencial continua no foco das atenções, após o senador Flávio Bolsonaro (PL) superar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na votação do primeiro turno. No início da noite desta quinta-feira, o Datafolha vai divulgar sua primeira pesquisa pós-primeiro turno.
No mercado, boa parte dos agentes considera que, com Flávio no Planalto, crescem as chances de um maior controle das contas públicas -- ainda que o candidato não tenha apresentado propostas concretas de ajuste.
No limite, o equilíbrio das contas públicas abriria espaço para juros mais baixos, o que se refletiu nos últimos dias na redução de prêmios na parte longa da curva de DIs, justamente o trecho mais afetado pela política fiscal.
A política monetária de curto prazo, na visão dos analistas, também está dependente do cenário eleitoral.
Na última terça-feira -- atualização mais recente -- a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 82,5% de chance de corte de 25 pontos-base da taxa básica Selic em novembro, contra 7,75% de probabilidade de redução de 50 pontos-base e 7,5% de possibilidade de manutenção.
Para a reunião de política monetária de dezembro, as apostas apontavam para chance de 50% de corte de 25 pontos-base, 33% de redução de 50 pontos-base e 16% de manutenção.
No exterior, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- subia 5 pontos-base, a 5,324%.
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