O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom das ameaças contra o Irã nesta quarta-feira, 8, e afirmou que uma eventual operação militar americana na noite de hoje poderá ser "um dos grandes" ataques contra o país, sinalizando uma possível ampliação da ofensiva iniciada após incidentes no Estreito de Ormuz.
Antes de reunião bilateral com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Ancara, Trump afirmou que as forças americanas destruíram 28 barcos do Irã na noite anterior e acrescentou que os EUA "devem afundar mais embarcações hoje". Segundo ele, Teerã "não poderá fazer nada contra" uma nova ação militar americana.
O presidente também advertiu que Washington poderá atingir alvos de alto escalão do regime iraniano, caso considere necessário. Trump citou ainda a possibilidade de tomar a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, e afirmou que, embora preferisse evitar ataques à infraestrutura civil, poderá ordenar bombardeios contra usinas de dessalinização, além de instalações de energia e abastecimento de água. Ao mesmo tempo, ressaltou que os EUA não estão atacando "os níveis mais altos", como pontes.
Trump voltou a demonstrar ceticismo sobre uma solução diplomática, afirmando que, mesmo se um acordo for alcançado, "provavelmente não durará". Ele disse ainda que o enviado especial Steve Witkoff pode conversar com autoridades iranianas, "mas não estou vendo isso acontecer". Apesar da escalada das ameaças, o presidente afirmou que os EUA podem retirar o bloqueio imposto ao Irã.
Na mesma direção, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que as forças americanas atacarão "mais profundamente" o território iraniano nesta noite, "se necessário". A retomada do conflito acontece enquanto ainda ocorrem as cerimônias do funeral do aiatolá Ali Khamenei, morto em fevereiro, no primeiro dia de bombardeios ao Irã.



Aviso