18 Ago (Reuters) - A Ucrânia pediu à entidade mundial que rege o automobilismo que reconsidere o fim da proibição aos competidores da Rússia e da Belarus em eventos internacionais.
A proibição de participantes dos dois países competirem com suas próprias bandeiras e hinos, em vigor desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em 2022, foi suspensa pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) na semana passada.
A BBC informou que o ministro da Juventude e dos Esportes da Ucrânia enviou uma carta ao presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, solicitando que a decisão fosse reconsiderada.
A Federação Automobilística da Ucrânia afirmou em comunicado que a medida da FIA “foi uma surpresa total”.
Um porta-voz da FIA, confirmando a carta ucraniana, disse nesta terça-feira que os requisitos para pilotos, equipes e dirigentes russos e bielorrussos foram atualizados após uma votação do Conselho Mundial de Automobilismo da FIA.
“Isso segue um anúncio do COI (Comitê Olímpico Internacional) em 7 de julho e atualizações semelhantes emitidas por outras federações esportivas internacionais”, acrescentou o porta-voz.
“A FIA mantém a proibição de organizar eventos e competições na Rússia e em Belarus. A FIA continua acompanhando de perto a situação na Ucrânia e se reserva o direito de atualizar sua posição no futuro.”
A Rússia, que já sediou uma etapa regular do campeonato de Fórmula 1 em Sochi, não sedia um Grande Prêmio desde 2021.
O último piloto russo na Fórmula 1 foi Nikita Mazepin, cujo contrato foi rescindido pela equipe norte-americana Haas em 2022 e que, desde então, vem competindo no Oriente Médio sob bandeira neutra.
No mês passado, o COI suspendeu provisoriamente a suspensão do Comitê Olímpico Russo, uma medida vista como um passo que aproxima a Rússia da reintegração ao movimento olímpico antes dos Jogos de Los Angeles em 2028.
A FIA, órgão regulador da Fórmula 1, F2, F3, Fórmula E e do Campeonato Mundial de Rally, bem como de outras categorias internacionais, recebeu o status de reconhecimento pleno do COI em 2013.
Boris Rotenberg, presidente da Federação Russa de Automobilismo (RAF), saudou esse dia como um marco importante para o automobilismo russo quando a decisão da FIA foi anunciada.
“O esporte e a cultura devem estar fora da política — são eles que unem os povos”, disse o oligarca, que continua na lista de sanções da União Europeia e é um colaborador próximo do presidente da Rússia, Vladimir Putin, em comunicado publicado no site da RAF.
“A justiça triunfou. Agradecemos à Federação Internacional de Automobilismo pelo diálogo construtivo e estamos prontos para resolver em conjunto todas as questões urgentes.”
(Reportagem de Alan Baldwin, em Londres)




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