26 Ago (Reuters) - A Uefa deve retirar sua ameaça de boicotar os torneios da Fifa após receber garantias de que os planos de vender participações na Copa do Mundo e em outras competições importantes não serão retomados, informaram à Reuters fontes a par das discussões nesta quarta-feira.
A medida ocorreu após a decisão da Fifa, em julho, de retirar uma proposta que gerou oposição das 55 associações-membro da Uefa, que haviam concordado em boicotar as competições da Fifa após a divulgação dos detalhes do plano no mês passado.
Espera-se que os dirigentes da Uefa informem ao comitê executivo da entidade e aos presidentes da maioria de suas associações-membro, em uma reunião em Mônaco na quinta-feira, que as condições para o fim do boicote foram atendidas, disseram as fontes.
A Uefa havia solicitado tanto a retirada da proposta quanto garantias de que planos semelhantes não seriam novamente levados adiante.
“Não se trata de uma derrota da Uefa, mas sim da realidade de evitar prejudicar jovens atletas em uma oportunidade única na vida. As ações e a insistência em mudanças continuarão”, disse à Reuters uma fonte a par das discussões.
Embora se espere que a ameaça imediata de um boicote seja suspensa, a Uefa provavelmente continuará sua campanha contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, em relação à proposta de venda, segundo as fontes. Espera-se que a questão seja discutida na reunião de Mônaco.
As seleções estão se preparando para a Copa do Mundo Feminina Sub-20 da Fifa na Polônia, que tem início previsto para 5 de setembro.
(Reportagem de Karan Prashant Saxena, em Bengaluru, e Julien Pretot)



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