O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República se recusou a divulgar os registros de entrada e saída da lobista Roberta Luchsinger no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido, feito por meio da Lei de Acesso à Informação, abrangia o período entre janeiro de 2023 e setembro de 2026.
Para negar a solicitação, o órgão afirmou que a divulgação poderia representar risco à segurança das instituições, de altas autoridades nacionais e de seus familiares. O GSI também argumentou que os registros de acesso à residência presidencial revelam aspectos da intimidade e da vida privada, mas não informou grau de classificação nem prazo para a restrição.
Roberta Luchsinger é investigada pela Polícia Federal por suspeita de tráfico de influência e corrupção, em apuração que também envolve Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Em mensagens trocadas entre 2023 e 2024, ela se referia a Lulinha como "sócio" e chegou a relatar presença na residência presidencial. Lulinha nega ter recebido dinheiro da lobista.
As investigações apuram negócios envolvendo o Ministério da Saúde, como tratativas sobre medicamentos à base de canabidiol e kits de testes de dengue, além de interesses da Unigel em contrato com a Petrobras. Roberta prestou depoimento à PF em maio deste ano. Em agosto, em entrevista à TV Globo, Lula classificou a lobista como "pilantra".
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