Manaus/AM - O delegado Marcelo Martins afirmou ter ficado “aterrorizado” ao assistir ao vídeo que manipulou uma fotografia da filha do governador eleito Omar Aziz (PSD) para criar uma conotação sexual envolvendo o político. Em entrevista, o investigador descreveu como o conteúdo foi editado e classificou a publicação como um material de “perversidade muito grande”.
Segundo Martins, o vídeo utiliza uma fotografia em que Omar aparece com a filha no colo. Na edição, a imagem recebeu um destaque na mão do político sobre a perna da menor, criando uma insinuação de natureza sexual.
“São vídeos de exposição de criança a vídeos onde há uma espécie de simulação de ato sexual. Foi o caso, né? O vídeo em que houve a manipulação de uma foto, onde a filha do Omar aparece no colo dele, e é feito um foco na mão do Omar na perna da filha, colocando ali um contexto sexual”, explicou o delegado.
Martins também destacou que o vídeo foi publicado em uma rede social de Maria do Carmo Seffair (PL), empresária e ex-candidata ao Governo do Amazonas. Para ele, esse fato justifica a inclusão dela entre as pessoas investigadas.
“É importante lembrar que esse vídeo foi postado na rede social da Maria do Carmo. Ou seja, de algum modo, acredita-se que ela tenha ciência prévia da postagem desse vídeo. Então, de certo modo, a investigação dela é pertinente, ela tem que ser investigada”, afirmou.
O delegado relatou ainda a reação ao assistir ao material depois de assumir o caso.
“Eu fiquei aterrorizado com aquilo. Achei de uma perversidade muito grande. Apenas uma mente perversa conseguiria pensar em algo dessa forma. É uma coisa absurda, é um crime que tem que ser investigado com rigor”, declarou.
A investigação apura possíveis crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), relacionados à exposição e à manipulação de imagens envolvendo crianças e adolescentes.
As declarações foram feitas após a Polícia Civil cumprir mandados de busca e apreensão na residência de Maria do Carmo, em Manaus, nesta sexta-feira (6). Durante a operação, foram apreendidos um celular, documentos e um notebook, que deverá passar por perícia nos próximos dias.
A investigação busca identificar quem produziu, editou e divulgou o vídeo, além de esclarecer a participação de cada envolvido. Maria do Carmo é investigada, mas não há condenação ou comprovação definitiva de responsabilidade criminal.
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