O ex-banqueiro Daniel Vorcaro se reuniu com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, em abril de 2024, para tentar obter apoio em uma disputa judicial bilionária envolvendo usinas do setor sucroalcooleiro. O caso pode custar aos cofres públicos até R$ 145 bilhões, segundo estimativa da Advocacia-Geral da União.
O encontro foi intermediado por Chiquinho Feitosa, que à época era cunhado de Gilmar Mendes. Vorcaro pagava a Feitosa um contrato mensal de R$ 500 mil em troca de articulação política em Brasília. Mensagens mostram que Feitosa incentivou o banqueiro a estreitar a relação direta com o ministro, classificando o vínculo como importante para o futuro.
O Banco Master, então comandado por Vorcaro, havia adquirido bilhões de reais em precatórios ligados às usinas, valores que se valorizariam caso a tese das empresas fosse aceita pelo STF. Apesar da aproximação, Gilmar Mendes votou contra os interesses do banqueiro nos julgamentos relacionados ao tema.
No caso da Destilaria Alcídia S/A, julgado em junho de 2025, Gilmar Mendes e André Mendonça ficaram vencidos, enquanto os ministros Edson Fachin, Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques formaram maioria favorável à empresa. A decisão transitou em julgado em outubro de 2025.
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