O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, rejeitou pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para afastar o ministro Flávio Dino das ações que lhe envolvem no âmbito da Corte.
A petição do parlamentar, que é candidato à Presidência, também requisitava que o ministro não atuasse em processos de interesse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Flávio alegava que Dino é suspeito por, segundo ele, ter ligação com o petista, de quem foi ministro da Justiça.
Na última segunda-feira, 28, Lula ligou para o ministro enquanto estava em agenda pública em Belém. O ato marcava a assinatura de um projeto de lei de autoria de Dino que prevê regras para avaliar a qualidade de serviços de saúde prestados pela iniciativa privada.
Dino apresentou o projeto após uma tragédia familiar que sofreu em 2012. O filho dele, de 13 anos, morreu após ser internado por uma crise de asma em Brasília, e o ministro e a ex-esposa denunciaram mau atendimento. No ano passado, o ministro e a ex-esposa ganharam um processo na Justiça, que determinou uma indenização de R$ 1,2 milhão.
A chamada dele com Lula, no entanto, não ocorreu porque a ligação caiu antes que pudessem conversar.
Atualmente, Dino é relator de ações em trâmite no STF com o potencial impacto sobre ambos os presidenciáveis. As principais são a investigação sobre a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio arrecadou recursos para a obra com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, acusado de fraude de R$ 12 bilhões contra os sistema financeiro nacional.
Dino também tem sob sua relatoria um dos três inquéritos que apuram suposto tráfico de influência do filho mais velho de Lula, Fabio Luis da Silva, conhecido como Lulinha.
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