O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorre à reeleição, disse há pouco que a votação para o fim da escala 6x1 deve acontecer na próxima quarta-feira, 14.
"Isso já foi tratado com o senador Alcolumbre e a data da votação já está marcada. Portanto, a única coisa que a oposição pode fazer é demonstrar se terá coragem de votar contra ou a favor. É só isso. O PL tem que dizer se é favorável a que os trabalhadores descansem mais ou se quer que continuem trabalhando mais", disse Lula, durante ato de campanha na Avenida Paulista, neste domingo.
Além da votação do fim da escala 6x1 na quarta-feira, Lula mencionou a votação da PEC da Segurança Pública, com a participação do governo federal na segurança pública.
"Para o povo, para o trabalhador, para a comunidade, para o território, proteção. Para os bandidos, prisão. Porque o governo federal vai fazer uma intervenção na segurança pública, coisa que a Constituição não permite até agora", afirmou o presidente.
No ato na avenida Paulista, Lula estava acompanhado de uma série de lideranças políticas, como Simone Tebet, Marina Silva e Fernando Haddad. Também marcam presença o governador eleito do Piauí, Rafael Fonteles, o governador eleito do Ceará, Elmano de Freitas, e o governador eleito da Bahia, Jerônimo Monteiro.
Lula também disse que pretende ingressar com um pedido na Justiça para avaliar "decisões tendenciosas" contra a sua candidatura.
Mais cedo, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, atendeu a um pedido da campanha do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e determinou a derrubada do canal de WhatsApp "Exército do Lula".
"Nossos advogados terão que ingressar com um pedido de explicações junto ao presidente da Justiça Eleitoral, porque, há alguns dias, venho percebendo muitas decisões tendenciosas contra a nossa candidatura. E não vamos permitir que seja fechado um canal, nem que um deputado seja punido por pedir às pessoas que queiram votar nas eleições que participem de um canal", disse, durante ato na Avenida Paulista, em São Paulo.
"Não é possível que o presidente da Justiça Eleitoral não tenha um comportamento civilizado e republicano e não permita que as eleições ocorram sem interferência da Justiça", completou.
No ato de campanha, Lula estava acompanhado de lideranças políticas, como Simone Tebet, Marina Silva e Fernando Haddad. Também marcam presença o governador eleito do Piauí, Rafael Fonteles, o governador eleito do Ceará, Elmano de Freitas, e o governador eleito da Bahia, Jerônimo Monteiro.
Alckmin
O vice-presidente Geraldo Alckmin, que disputa a reeleição na chapa de Lula, disse há pouco que São Paulo "deu a vida pela Constituição e ninguém vai rasgá-la", durante ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo.
Alckmin discursou para os manifestantes e lembrou que "São Paulo não quer ditadura".
"Nosso ídolo não é o Coronel Ulstra! Nossos ídolos são os estudantes mortos na ditadura! São Paulo deu a vida pela Constituição! E ninguém vai rasgar a Constituição brasileira", disse.
Lula diz que aliados 'enterraram' carreiras de Ciro Nogueira e Ciro Gomes
Lula provocou, durante o ato, os adversários Ciro Nogueira (PP) e Ciro Gomes (PSDB) ao apresentar governadores aliados durante ato de campanha na Avenida Paulista. Segundo o petista, as vitórias dos governadores reeleitos Rafael Fonteles (PT), do Piauí, e Elmano de Freitas (PT), do Ceará, "enterraram" as carreiras políticas dos dois.
Ao apresentar Fonteles, Lula disse que o governador "enterrou a carreira política do Ciro Nogueira". O senador do PP foi derrotado na disputa pela reeleição no domingo, 4. As duas vagas pelo Piauí ficaram com Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD). Fonteles, por sua vez, conquistou um novo mandato no primeiro turno, com 70,90% dos votos válidos.
Na apresentação de Elmano, Lula afirmou que o aliado "enterrou a carreira política do Ciro Gomes". O governador foi reeleito no primeiro turno com 53,19% dos votos válidos, contra 46,22% do ex-governador, que buscava retornar ao comando do Ceará pelo PSDB. Também participou do ato o governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), que também venceu em primeiro turno.
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