O presidente do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira, disse nesta quarta-feira, 7, ter sido informado de que há resistência do PL à reeleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) como presidente da Câmara.
"Evidentemente que eu já fui informado, a gente já tem consciência, o presidente Hugo Motta tem ciência, de que há uma resistência do PL, importante registrar que não é do Flávio, é da bancada eleita do PL. Mas isso é uma coisa que a gente vai ter que fazer um diálogo. Com diálogo se constrói", declarou a jornalistas após anunciar apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência no segundo turno.
Ontem, o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que, por ter feito a maior bancada no Congresso, com 121 deputados e 28 senadores, o partido teria "direito" a comandar uma das duas casas a partir de 2027. Entretanto, o parlamentar avaliou como "precoce" qualquer articulação sobre isso neste momento.
Pereira ressaltou, no entanto, que o partido seguirá apoiando o deputado paraibano "incondicionalmente" e mencionou que antes das eleições para o comando da Câmara, a disputa pelo Palácio do Planalto precisa ser resolvida.
"Primeiro a gente precisa ver quem vai ser o presidente da República no dia 25 de outubro. E a presidência da Câmara é natural, é louvável e é da política que quem está sentado na cadeira tem direito de disputar um outro mandato. É legítimo. E eu, Marcos Pereira, já quero antecipadamente aqui, como presidente nacional do Republicanos, como uma liderança política neste País e também como presidente nacional do partido do qual é o presidente da Câmara, dizer que o Republicanos estará com Hugo Motta incondicionalmente e vamos buscar a aliança dos demais partidos para que ele continue mais dois anos", disse.
Questionado, Marcos Pereira também negou ter intenção de disputar a Presidência da Câmara, cargo que já pretendeu concorrer em 2024, caso Motta não consiga apoio.
"Em hipótese alguma. O Hugo Motta não sendo viabilizado, eu quero deixar claro aqui, com toda a imprensa brasileira, que eu não serei candidato a presidente da Câmara dos Deputados. Nem adianta tentar isso, porque não está no meu objetivo, no meu foco dos próximos quatro anos", destacou.
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