A ministra do Tribunal Superior Eleitoral Estela Aranha concedeu, de forma individual e em caráter liminar, uma decisão que proíbe a TV Globo de exibir um púlpito vazio com o nome do presidente Lula durante o debate entre os candidatos à Presidência. A magistrada também vetou que os demais participantes dirijam perguntas ao petista, que optou por não comparecer ao encontro e preferiu dar uma entrevista a um podcast. Na fundamentação, ela afirmou que a exposição permanente de um espaço identificado poderia gerar desequilíbrio eleitoral em prejuízo de quem decidiu não participar.
A decisão, tomada na quinta-feira, 1º de outubro, levantou questionamentos sobre o fato de uma medida que beneficia o candidato à reeleição ter partido de uma ministra escolhida por ele próprio. Estela Aranha foi indicada por Lula e tomou posse no TSE em agosto de 2025. Antes disso, atuou como assessora especial da Presidência da República e como secretária de Direitos Digitais no Ministério da Justiça, na gestão de Flávio Dino. Ela também é associada ao grupo Prerrogativas, formado por juristas de perfil progressista.
Críticos sustentam que a Justiça Eleitoral limitou a liberdade editorial de um veículo de imprensa e blindou um candidato das consequências políticas de sua ausência, algo que tradicionalmente faz parte da dinâmica dos debates. Por se tratar de decisão monocrática, o caso ainda pode ser levado à análise do plenário do tribunal.
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