A Polícia Federal mapeou 22 perfis de redes sociais que teriam integrado uma campanha de gerenciamento de reputação favorável ao empresário Daniel Vorcaro e ao Banco Master, ambos no centro das investigações sobre o chamado caso Master. Segundo relatório da corporação, as contas estariam conectadas a uma articulação identificada internamente como "projeto DV".
De acordo com a apuração, a estratégia se apoiava em dois eixos principais: atribuir ao Banco Central a responsabilidade pelas dificuldades enfrentadas pelo Banco Master e reforçar, nas redes sociais, uma narrativa de perseguição contra a instituição e seu controlador. Investigadores relataram terem recebido informações de que agências de marketing digital teriam recrutado influenciadores para dar sustentação a essa campanha.

O caso Master já havia revelado, em etapas anteriores da investigação, outros elementos considerados graves pela Polícia Federal, como a existência de uma suposta rede paralela de inteligência, pagamentos a policiais para obtenção irregular de dados em sistemas oficiais, uma possível tentativa de fuga do empresário Daniel Vorcaro e movimentações financeiras suspeitas envolvendo órgãos públicos e fundos de pensão.
A investigação segue em andamento, com acompanhamento do Supremo Tribunal Federal, da Procuradoria-Geral da República e do Ministério Público Federal. Nenhum dos perfis mapeados foi formalmente indiciado até o momento, e a Polícia Federal deve aprofundar a apuração sobre a origem e o financiamento da campanha digital.



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