A indicação para o Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) em Pernambuco se tornou alvo de disputa entre o PP e o União Brasil, que formam a federação União Progressista. O PP anunciou na segunda-feira, 29, que seu presidente, Ciro Nogueira, referendou a indicação do deputado federal Eduardo da Fonte (PP).
A informação, contudo, foi rechaçada pelo presidente do União Brasil, Antonio Rueda. Segundo ele, não há nenhuma decisão sobre o tema. O partido quer indicar o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União).
"Qualquer encaminhamento adotado em âmbito local, que não seja unânime entre as duas legendas (PP e União), não produzirá nenhum efeito perante a Executiva Nacional da Federação União Progressista, a quem cabe decidir", disse Rueda.
Além de comandar o União Brasil, Rueda é o presidente da federação com o PP. Já Ciro Nogueira é descrito pelo PP como "copresidente" da federação, mas consta como vice-presidente no registro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o PP, Ciro apenas confirmou uma deliberação tomada pela União Progressista em Pernambuco. "O referendo da copresidência nacional reforça a legitimidade das decisões adotadas pela direção estadual da Federação, em consonância com seu Estatuto e com as normas que regem a organização partidária", disse o partido.
A indefinição sobre os candidatos ao Senado na chapa de Raquel Lyra extrapola o racha entre PP e União Brasil. O deputado federal Túlio Gadelha (PSD) e o senador Fernando Dueire (PSD) também travam uma disputa interna no partido de Gilberto Kassab pela outra vaga de senador na chapa.



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