O Brasil inteiro poderá observar, na noite desta quinta-feira, 27 de agosto, e na madrugada de sexta-feira, 28 de agosto, um eclipse lunar — fenômeno em que a Lua entra na sombra projetada pela Terra. Segundo o Observatório Nacional (ON), unidade de pesquisa vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), a fase parcial começa às 23h34 de quinta-feira, atinge o máximo à 01h13 de sexta-feira, quando 96,2% do disco lunar estará coberto pela sombra mais escura da Terra, e termina às 02h52, sempre no horário de Brasília.
A astrônoma Josina Oliveira do Nascimento, do Observatório Nacional, explica que "a Lua mergulhará profundamente na umbra, criando o efeito de uma mordida que cobrirá quase todo o disco lunar". Umbra é o núcleo mais escuro da sombra da Terra, onde a luz solar é bloqueada quase por completo; ao redor dela existe a penumbra, uma região de sombra mais fraca. É dentro da umbra que a Lua ganha a tonalidade avermelhada característica dos eclipses lunares.
O fenômeno não chega a ser um eclipse total porque a órbita da Lua é inclinada cerca de 5 graus em relação à órbita da Terra ao redor do Sol, o que impede o alinhamento perfeito entre os três astros em todo plenilúnio. Mesmo assim, a cobertura de 96,2% faz deste eclipse um dos mais expressivos do ano, com aparência muito próxima à de um eclipse total a olho nu.
Diferentemente de um eclipse solar, que exige óculos especiais para observação segura, o eclipse lunar pode ser acompanhado diretamente, sem qualquer proteção para os olhos, bastando olhar para a Lua em um local com céu limpo e pouca poluição luminosa. Não é necessário telescópio ou binóculo, embora esses instrumentos ajudem a notar detalhes da coloração da Lua durante a fase máxima.



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