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Roraima suspende queima controlada por 15 dias após salto de 248% nos focos de calor

Comitê Estadual de Queimadas decidiu suspender autorizações diante do avanço da estiagem; medida é imediata e pode ser prorrogada

Roraima suspende queima controlada por 15 dias após salto de 248% nos focos de calor
Focos de calor aumentaram em Roraima nas primeiras semanas de outubro, segundo a Femarh

O governo de Roraima suspendeu por 15 dias, de forma imediata e prorrogável, as autorizações para queima controlada no estado. A decisão foi tomada pelo Comitê Estadual de Queimadas em reunião na última quarta-feira (14) e anunciada em coletiva na quinta-feira (15), no auditório do Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR). A medida é acompanhada pela Fundação Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh), responsável pela fiscalização.

Segundo o Boletim de Focos de Calor nº 177/2026, com dados do Inpe, Roraima registrou 174 focos de calor entre 1º e 14 de outubro, contra 50 no mesmo período de 2025, alta de 248%. O CBMRR contabilizou 114 focos em apenas cinco dias, acima da média histórica para a época. O estado também amarga queda nas chuvas: julho teve 248 mm, contra uma média de cerca de 300 mm, e agosto registrou apenas 16 mm, frente a uma média de aproximadamente 200 mm.

O risco de incêndio é classificado como alto em Bonfim, Normandia e Uiramutã, com atenção redobrada em Alto Alegre, Amajari, Boa Vista, Cantá, Iracema, Mucajaí e Pacaraima. Rorainópolis, no sul do estado, já soma mais de 40 focos. O cenário se soma à emergência por estiagem decretada pelo governo estadual no mês passado, classificada como desastre de nível 2 por 180 dias, e ao Gabinete Integrado El Niño 2026-2027, em funcionamento desde setembro sob coordenação da Casa Civil e da Defesa Civil estadual, com 19 órgãos envolvidos.

O presidente da Femarh, Wagner Severo, afirmou que cada foco identificado será analisado e pode resultar em sanções administrativas, civis ou criminais. O comandante-geral do CBMRR, coronel Anderson de Matos, alertou que as condições climáticas atuais aumentam o risco de perda de controle sobre o fogo. A Sesau informou que está preparando os serviços de saúde para o atendimento de casos de desidratação e problemas respiratórios, enquanto o Iater orienta agricultores familiares e indígenas sobre como reduzir perdas na produção durante o período.

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