Uma investigação de uma empresa de cibersegurança identificou um novo esquema de fraude que usa plataformas falsas de apostas on-line para aplicar o chamado golpe do saque fantasma. As vítimas são atraídas por anúncios em redes sociais e aplicativos de mensagem com promessas de ganho rápido, de poucos reais investidos a retornos de milhares em minutos. Depois do primeiro depósito via Pix, um saldo fictício começa a crescer dentro do próprio aplicativo falso.
O problema aparece na hora de sacar o dinheiro. O sistema simula um erro técnico e exige o pagamento de uma taxa extra, geralmente em torno de trinta reais, para liberar o resgate através de um QR Code adulterado. Esse valor nunca retorna, e o saque prometido simplesmente não existe — o código do próprio aplicativo foi programado para bloquear qualquer retirada, segundo os pesquisadores que analisaram o sistema.
O levantamento mostrou ainda que essas plataformas, com falhas de segurança, expuseram informações de mais de três mil e seiscentas pessoas, incluindo nomes, e-mails, telefones e histórico de pagamentos cadastrados nos apps fraudulentos. Esse tipo de vazamento amplia o risco para quem caiu no golpe, já que os dados expostos podem ser reaproveitados em novas tentativas de fraude, como ligações e mensagens personalizadas se passando por suporte técnico.
Quem foi vítima desse tipo de golpe pode acionar o Mecanismo Especial de Devolução, disponível no aplicativo do banco, para tentar reaver o valor pago via Pix, além de registrar boletim de ocorrência na polícia com capturas de tela e comprovantes como prova. A orientação de especialistas é desconfiar de qualquer plataforma de apostas que prometa lucro garantido e nunca pagar taxas extras para "liberar" um saque — esse pedido é, por si só, sinal de fraude.
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