Um levantamento interno de um dos grandes bancos do país sobre golpes de engenharia social no primeiro semestre de 2026 traz uma surpresa na ordem dos vilões: o golpe do site falso, não o do WhatsApp, lidera o ranking de contestações feitas por clientes. Na sequência aparecem os golpes por aplicativo de mensagens, por redes sociais, o de falso investimento e o da falsa central bancária, quando o golpista se passa por gerente ou atendente do banco. Segundo a instituição, esses golpes estão cada vez mais sofisticados e personalizados, o que já rendeu milhares de vítimas.
No golpe do site falso, o criminoso cria uma página que imita lojas online, bancos ou até órgãos públicos, muitas vezes anunciada em buscadores ou redes sociais, para capturar dados de cartão, senha ou fazer a vítima realizar um Pix "de teste" ou pagamento que nunca chega ao destino real. Já no golpe da falsa central, o contato costuma vir por telefone ou mensagem, com o golpista se apresentando como funcionário do banco e criando urgência — uma suposta compra suspeita, um bloqueio de conta — para induzir a vítima a informar senhas ou autorizar transações.
Entre as recomendações do levantamento estão checar o endereço e o certificado de segurança do site antes de inserir qualquer dado, e nunca confiar apenas em uma mensagem de aplicativo para confirmar mudança de conta ou de contato — o caminho mais seguro é ligar diretamente para o número oficial do banco. Também vale ativar a autenticação em duas etapas, desconfiar de ofertas vantajosas demais e, no caso de investimentos, checar a idoneidade da oferta diretamente na Comissão de Valores Mobiliários antes de transferir qualquer valor.
Bancos como esse já reforçam a segurança com biometria facial por inteligência artificial, alertas automáticos de comportamento suspeito na conta e confirmação de compras por WhatsApp oficial — mas nenhuma dessas barreiras substitui a desconfiança do próprio consumidor. Para quem usa serviços bancários pelo celular no Amazonas, a orientação prática se resume a nunca fornecer senha, código de segurança ou dado de cartão por telefone, link ou mensagem, seja qual for o canal usado pelo golpista.
Aviso