Por Trevor Stynes
ATLANTA, 15 de julho (Reuters) - A longa espera da Inglaterra para conquistar uma Copa do Mundo ou mesmo chegar à final continua após a derrota para a atual campeã Argentina nesta quarta-feira, mas o técnico Thomas Tuchel prefere encarar isso em termos futebolísticos e não como uma maldição, após um confronto que ele descreveu como dois jogos diferentes.
A Inglaterra não chega à decisão desde que conquistou a Copa do Mundo pela única vez, em 1966, e parecia estar prestes a se livrar desse peso até a Argentina marcar dois gols no fim e garantir a vitória por 2 x 1 na semifinal.
“Adoro ver essas coisas sob a ótica do futebol e não por meio de maldições”, disse Tuchel aos repórteres. “Não acredito muito nessa história de que os ingleses têm uma maldição ou algo do tipo, de que a história se repete nesses momentos."
“São treinadores diferentes, jogadores diferentes, situações diferentes, adversários diferentes. Então, basicamente, acredito no lado do futebol.”
A Inglaterra abriu o placar aos 10 minutos do segundo tempo com Anthony Gordon, mas a Argentina assumiu o controle e a equipe de Tuchel não conseguiu resistir à pressão nem encontrar uma maneira de recuperar um pouco da posse de bola.
“Acho que, naquela altura da partida, foi merecido que aproveitássemos nossa chance e abríssemos 1 x 0”, disse Tuchel.
“Infelizmente, e por mais estranho que pareça, isso marcou uma completa reviravolta no jogo."
“A Argentina jogou com mais ousadia, com mais ritmo, talvez com a sensação de que já não tinha mais nada a perder, o que a deixou mais solta e nos travou, porque, obviamente, de repente passamos a jogar com a sensação de que tínhamos muito a perder."
"Acho que são duas partidas completamente diferentes. É até o gol e depois do gol."
Tuchel recebeu muitos elogios por levar a Inglaterra até aqui, superando batalhas difíceis contra a República Democrática do Congo, o México e a Noruega, mas já está sendo criticado pelas substituições contra a Argentina depois de abrir o placar e adotar uma postura excessivamente defensiva.
“Essa é a natureza do jogo. Assim que você perde, é criticado”, disse o alemão.
“É assim que é. Você é criticado depois. Ninguém sabe o que teria acontecido se você tivesse tomado decisões diferentes. Então, não faz sentido me envolver nisso e perder a cabeça. Sou responsável por elas. Fui eu quem as tomei, então assumo as críticas.”
A Inglaterra agora tem o indesejado prêmio de consolação de uma partida contra a França pelo terceiro lugar no sábado, e, para Tuchel, agora não é hora de olhar para trás com orgulho pelo que conquistaram.
“Muitas grandes nações do futebol são eliminadas antes da semifinal, então isso é uma conquista”, afirmou Tuchel.
“Ninguém quer ouvir isso neste momento. Eu também não, porque exigimos o máximo de nós mesmos."
“Nenhum desses jogadores e nenhum dos jogadores franceses querem disputar essa partida. Eles querem jogar a final. Demos tudo de nós para chegar à final. Todo mundo joga para ganhar a Copa do Mundo, mas é o que é.”
(Reportagem de Trevor Stynes)



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