Washington e Teerã – Os governos dos Estados Unidos e do Irã fecharam as bases de um Memorando de Entendimento (MoU) que encerra oficialmente as hostilidades militares iniciadas em fevereiro de 2026. O acordo definitivo está programado para ser assinado nesta sexta-feira, 19 de junho, na Suíça. Apesar do anúncio de trégua, a reabertura do Estreito de Ormuz — canal por onde passa 20% do petróleo mundial — ainda enfrenta forte impasse prático e comercial.
O pacto prevê que o Irã paralise o enriquecimento de urânio e permita que inspetores norte-americanos entrem no país para gerenciar o material nuclear. Em troca, a gestão de Donald Trump suspenderá o bloqueio naval aos portos iranianos e aliviará as sanções econômicas contra Teerã.
Por que o canal continua travado?
Cobrança de Taxas: Embora os EUA exijam passagem livre, o governo iraniano insiste que cobrará "taxas de serviço" para administrar a segurança das embarcações civis em suas águas, termo rejeitado por Washington.
Logística e Segurança: O documento estabelece um prazo técnico de até 30 dias para a reabertura total da rota, tempo necessário para que a Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) retire minas navais, baterias de mísseis costeiros e frotas de drones.
Cautela do Mercado: Grandes empresas globais de navegação e petroleiros mantêm o desvio de suas frotas. Os armadores privados exigem a desmobilização militar real na região antes de retomar o tráfego regular.
O preço do barril de petróleo registrou queda logo após o anúncio da trégua, mas a normalização do comércio global ainda depende do cumprimento das cláusulas técnicas de desarmamento nos próximos dois meses.



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