NOVA YORK, 15 Mai (Reuters) - Os contratos futuros do açúcar bruto na bolsa ICE caíram pelo segundo dia nesta sexta-feira, pressionados por novos sinais de oferta abundante no Brasil, o maior produtor, enquanto o cacau ampliou sua queda em relação à máxima de vários meses registrada nesta semana.
AÇÚCAR
* O açúcar bruto caiu 0,19 centavo, ou 1,3%, a 14,80 centavos de dólar por libra-peso, tendo perdido 2,5% na quinta-feira.
* Os comerciantes observaram que a produção de açúcar no Brasil é atualmente mais lucrativa do que a de etanol hidratado, dependendo da localização da usina, o que levou algumas empresas do maior produtor mundial a aumentar a produção do adoçante.
* A produtora de açúcar Tereos disse na quinta-feira que os processadores de cana-de-açúcar brasileiros provavelmente produzirão mais açúcar do que o planejado inicialmente, devido a uma safra de cana maior do que a esperada.
* O etanol, entretanto, pode oferecer oportunidades no mercado global. O Brasil e os Estados Unidos estão buscando expandir as vendas externas, já que os países do mundo todo procuram aumentar o fornecimento de combustível.
* O açúcar branco caiu 1%, para US$438,50 a tonelada métrica.
CACAU
* O cacau em Londres caiu 76 libras, ou 2,4%, para 3.034 libras por tonelada métrica, depois de perder 5% na quinta-feira. O mercado perdeu 4% na semana.
* O contrato atingiu uma máxima três meses e meio de 3.549 libras na terça-feira, mas caiu desde então, após um aumento nas vendas dos países produtores de cacau.
* Os negociantes citaram rumores de que a safra da Costa do Marfim será de 2,1 milhões a 2,2 milhões de toneladas, em vez das 1,8 milhão de toneladas esperadas anteriormente.
* No entanto, o que limita as perdas no cacau são as preocupações com a iminência do fenômeno climático El Niño.
* "Acreditamos que o (preço do) cacau será o mais beneficiado por um possível El Niño forte. Em três meses, esperamos que os preços do cacau cheguem a US$5.000 por tonelada", disse uma nota do Citi.
* O cacau em Nova York caiu 4,5%, para US$4.002 a tonelada, depois de recuar 4,6% na quinta-feira.
CAFÉ
* O café arábica caiu 8,8 centavos, ou 3,2%, a US$ 2,669 por libra-peso, tendo atingido a mínima de US$2,6555 em um ano e meio.
* "A forte queda do real (brasileiro) na quarta-feira pode aumentar o incentivo para que os produtores e exportadores fixem o preço de sua nova safra", disse a corretora ADMIS.
* Ela acrescentou: "Espera-se que a safra brasileira de arábica seja bastante grande, de modo que é difícil para o mercado criar um impulso de alta."
* Os produtores brasileiros de café venderam 86% de sua safra 2025/26 em meados de abril, abaixo dos 96% do ano anterior, informou a consultoria de agronegócios Safras & Mercado.
* O café robusta caiu 3,5%, para US$3.365 a tonelada.
(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira)




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