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Açúcar bruto fica quase estável após máxima de 16 meses; café arábica tem nova mínima de 5 semanas

Reuters
Açúcar bruto fica quase estável após máxima de 16 meses; café arábica tem nova mínima de 5 semanas
Açúcar bruto fica quase estável após máxima de 16 meses; café arábica tem nova mínima de 5 semanas

NOVA YORK, 8 Set (Reuters) - Os contratos futuros de açúcar bruto na bolsa ICE se estabilizaram nesta terça-feira, com o mercado continuando a se consolidar após atingir máximas de 16 meses na semana passada, enquanto o café arábica atingiu uma nova mínima de cinco semanas.

AÇÚCAR

* O contrato de açúcar bruto fechou com alta de 0,03 centavo, ou 0,2%, a 18,10 centavos por libra-peso, após ter atingido 18,77 centavos na última quarta-feira.

* "O fato de a atividade física permanecer tão fraca parece mais uma pausa do mercado para digerir a alta do que uma confirmação dela", afirmou a corretora de mercado físico Deepcore.

* A corretora disse que a perspectiva no curto prazo é de baixa nesses níveis de preço, já que os estoques atuais são abundantes, acrescentando que, embora o fenômeno climático El Niño continue sendo um risco estrutural de alta até 2027, trata-se de um fator de "efeito lento".

* Enquanto isso, as chuvas no Brasil provavelmente prejudicarão a colheita da cana-de-açúcar, com cerca de um terço da safra ainda a ser processada. O principal cinturão açucareiro recebeu precipitação durante o fim de semana e há previsão de mais chuvas nos próximos dez dias.

* Os preços do petróleo bruto atingiram máximas de várias semanas, perto de US$100 o barril, limitando as perdas no mercado de açúcar, já que os preços mais altos da energia tendem a levar as usinas de cana no Brasil e na Índia a produzir menos açúcar e mais etanol, um biocombustível à base de cana.

* O preço do açúcar branco caiu 1,2%, para US$519,80 por tonelada métrica.

CAFÉ

* O café arábica fechou em queda de 4,3 centavos, ou 1,5%, a US$2,913 por libra-peso, após atingir uma mínima de cinco semanas de US$2,8660.

* O café está sob pressão devido à expectativa de uma grande safra em 2026/27 no Brasil, principal produtor, bem como às boas condições climáticas para a próxima fase de floração, que determinará a safra do país no ano que vem.

* O Brasil exportou 45% mais café em agosto do que no mesmo mês do ano anterior.

* "A narrativa (baixa para o arábica) parece estar ganhando força agora e parece mais crível", disse um corretor.

* Do lado dos fatores de suporte, os estoques certificados de arábica atingiram uma nova mínima de 26 anos na bolsa ICE, embora parte do café esteja chegando para recomendação.

* O café robusta subiu 1,6%, para US$3.458 a tonelada, após ter atingido a menor cotação em dois meses e meio na semana passada.

(Reportagem de May Angel e Marcelo Teixeira) 

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