As guerras na Europa e no Oriente Médio estão comprometendo a segurança das instalações nucleares e aumentando o risco de acidentes, alertou nesta segunda-feira, 8, o diretor geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi.
Em sua declaração na abertura da reunião do Conselho de Diretores da agência, Grossi reiterou seus apelos para que todas as partes envolvidas em conflitos respeitem os pilares indispensáveis para garantir a segurança nuclear durante um conflito.
"Independentemente de onde estejam localizadas no mundo, as instalações nucleares, e em particular as usinas nucleares, nunca devem ser atacadas", enfatizou ele.
A agência continua a responder tanto ao conflito na Ucrânia quanto no Oriente Médio através de seu mandato único e abordagem adaptável e proativa, disse Grossi, acrescentando que a situação nas usinas nucleares da Ucrânia continua extremamente desafiadora.
Segundo ele, na sexta-feira, a AIEA conseguiu acordar o sexto cessar-fogo local entre a Federação Russa e a Ucrânia para permitir que especialistas e técnicos de ambos os lados reparem a linha crucial de Dniprovska.
Já no Oriente Médio, a única forma de saber se o Irã está tentando construir uma bomba atômica é o pleno acesso de inspetores às instalações de seu programa nuclear, frisou o diretor ao responder uma pergunta feita pela Folha de S. Paulo em entrevista coletiva nesta segunda-feira.




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