O governo alemão informou nesta segunda-feira, 22, que pretende adquirir uma participação de 40% na empresa de defesa KNDS, fabricante dos tanques Leopard e Leclerc, em uma iniciativa para reforçar a capacidade industrial europeia em coordenação com a França, aliada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan)
O Estado francês já detém 50% da KNDS, criada em 2015 com a fusão da alemã Krauss-Maffei Wegmann e da francesa Nexter. A outra metade pertence à família alemã controladora da Krauss-Maffei Wegmann.
Com sede em Amsterdã, a KNDS registrou receita de 4,4 bilhões de euros no ano passado e emprega mais de 11 mil pessoas.
Em meio à guerra da Rússia na Ucrânia e a preocupações sobre a imprevisibilidade dos Estados Unidos, países europeus vêm acelerando planos para elevar gastos e produção em defesa e ampliar seus efetivos militares.
O governo alemão afirmou que a participação pretendida "garantirá influência de longo prazo sobre uma empresa estrategicamente significativa para a segurança europeia e a capacidade de defesa". Acrescentou que a medida também fortalece a criação de valor industrial no país, a soberania tecnológica e a proteção de interesses de segurança e de tecnologias consideradas estratégicas na Alemanha.
Em comunicado conjunto, Alemanha e França disseram ter chegado a um acordo sobre estratégia e governança da KNDS, com o objetivo de se tornarem acionistas em condições equivalentes, por meio de operações que busquem níveis iguais de participação para os dois países.
O texto não detalha quando isso ocorrerá nem em que patamar as fatias acionárias devem se estabilizar, mas aponta que o entendimento abre caminho para uma possível oferta pública inicial (IPO) da KNDS no curto prazo.
Além de tanques, a KNDS fabrica o veículo de combate de infantaria Puma e os blindados de transporte de tropas Boxer e Dingo. Fonte: Associated Press .
*Conteúdo gerado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado



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