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Algumas embarcações se recusam a realizar travessias pelo Estreito de Ormuz sob escolta militar dos EUA, dizem fontes

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Algumas embarcações se recusam a realizar travessias pelo Estreito de Ormuz sob escolta militar dos EUA, dizem fontes
Algumas embarcações se recusam a realizar travessias pelo Estreito de Ormuz sob escolta militar dos EUA, dizem fontes

Por Jonathan Saul e Renee Maltezou

LONDRES/ATENAS, 15 Jul (Reuters) - Empresas de navegação estão evitando utilizar um esquema de trânsito pelo Estreito de Ormuz orientado pelas forças militares dos EUA, depois que uma onda de ataques iranianos a embarcações gerou preocupações com a segurança, segundo sete fontes do setor de segurança marítima e do setor de navegação.

Durante décadas, os navios entravam e saíam do Golfo Pérsico utilizando um conjunto seguro de rotas no meio do estreito, estabelecido pela agência de navegação da ONU em 1968 e conhecido como Esquema de Separação de Tráfego.

Desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro, as forças iranianas minaram essa área, forçando as embarcações a utilizar uma das duas rotas improvisadas próximas à costa iraniana ou à costa de Omã.

Em junho, a Reuters informou que as forças dos EUA haviam auxiliado a passagem de navios como parte de uma operação envolvendo dezenas de transferências secretas de petróleo de navio para navio, a fim de manter o fluxo das exportações de energia do Golfo, utilizando drones aéreos e aquáticos, bem como helicópteros, para guiar os petroleiros.

A iniciativa apoiada pelos EUA possibilitou a exportação de dezenas de milhões de barris de petróleo, ajudando a amenizar o impacto sobre os preços da energia causado pela maior interrupção já registrada no abastecimento de petróleo e gás.

No entanto, as empresas de transporte marítimo estão avaliando a rota no lado de Omã do estreito como cada vez mais perigosa, após uma onda de ataques a navios.

A Guarda Revolucionária do Irã assumiu, na terça-feira, a responsabilidade pelos ataques a dois superpetroleiros dos Emirados Árabes Unidos.

Cerca de cinco navios foram atacados desde 7 de julho — três superpetroleiros de petróleo bruto, um navio-tanque de GNL e um navio porta-contêineres — em águas de Omã que estavam sob o esquema dos EUA, de acordo com uma análise dos incidentes baseada em dados da agência de navegação da ONU.

Não ficou claro se todos os navios navegavam sob o esquema dos EUA, disseram as fontes.

“Os EUA não parecem ter nenhum controle sobre a situação”, disse uma fonte do setor de navegação, acrescentando que sua empresa havia optado por não navegar pelo estreito devido a preocupações com a segurança da tripulação e à deterioração da situação de segurança.

“A capacidade contínua do Irã de atacar navios que navegam pela rota de Omã significa que a solução proposta pelo governo Trump para manter os navios em movimento provavelmente não funcionará”, disse Torbjorn Solvedt, analista-chefe para o Oriente Médio da empresa de inteligência de risco Verisk Maplecroft.

A porta-voz da Casa Branca Olivia Wales afirmou que o Estreito de Ormuz permanece aberto, apesar dos recentes ataques à navegação comercial.

“O Estreito de Ormuz está aberto e o petróleo está fluindo. O Irã está cometendo atos de terrorismo internacional ao disparar contra embarcações comerciais pacíficas, visando e assassinando civis inocentes, e os Estados Unidos estão respondendo com firmeza”, disse Wales.

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