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Ancelotti permanecerá como técnico para grande renovação da seleção

Reuters
Ancelotti permanecerá como técnico para grande renovação da seleção
Ancelotti permanecerá como técnico para grande renovação da seleção

Por Fernando Kallas

NOVA YORK, 6 Jul (Reuters) - O diretor de futebol da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rodrigo Caetano, afirmou que Carlo Ancelotti permanecerá no cargo durante o novo ciclo até a Copa do Mundo de 2030, depois que a derrota do Brasil por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final, no domingo, prolongou a espera dos pentacampeões pelo sexto título para pelo menos 28 anos.

Erling Haaland marcou duas vezes no Estádio de Nova York/Nova Jersey, mandando o Brasil de volta para casa e desencadeando um intenso questionamento sobre o desempenho da equipe, as decisões de Ancelotti e os rumos do futebol brasileiro.

Para um país que mede o sofrimento no futebol em ciclos de quatro anos, as acusações começaram rapidamente.

Grande parte delas foi direcionada a Ancelotti, que teve apenas um ano para reformular uma equipe que passou por três técnicos interinos enquanto a Confederação Brasileira de Futebol esperava que ele deixasse o Real Madrid.

Mas Caetano disse à Reuters que o italiano de 67 anos, que renovou seu contrato em maio até a Copa do Mundo de 2030, não seria descartado após uma única tempestade.

“Ele é nosso técnico e continuará sendo durante todo este ciclo”, disse Caetano.

“Uma das principais razões pelas quais fracassamos nesta Copa do Mundo foi não termos uma orientação adequada e estável de longo prazo, que tivesse preparado nossa seleção da maneira que deveria para uma Copa do Mundo, e não podemos cometer o mesmo erro de novo.”

As decisões de Ancelotti, no entanto, deram margem a muito debate no pós-jogo.

Ancelotti foi criticado por Bruno Guimarães ter cobrado um pênalti logo no início, que ele perdeu, e por manter em campo a dupla de 34 anos, Casemiro e Danilo, até o final de uma partida em que o Brasil parecia ter as pernas pesadas e estar sem ideias.

A entrada de Neymar no meio do segundo tempo também pouco alterou o jogo, fora o pênalti convertido por ele para diminuir a diferença já no final dos acréscimos.

Para o Brasil, a questão agora é se essa derrota se tornará mais uma cicatriz ou o início de uma grande retomada.

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