O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou nesta quarta-feira, 23, que alertou autoridades europeias sobre as consequências de longo prazo do que classificou como apoio a "crimes de guerra" cometidos pelos Estados Unidos e por Israel em Gaza e no Irã.
Segundo Araghchi, a advertência foi feita em encontros com a alta representante da União Europeia para Política Externa, Kaja Kallas, e outras autoridades do continente. O chanceler iraniano acusou países europeus de facilitar ações militares americanas e israelenses e disse que essa postura terá "graves consequências".
Araghchi também criticou o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Mark Rutte, ao afirmar que ele "já deveria ter percebido" que "curvar-se diante de um valentão jamais irá satisfazê-lo".
A declaração foi uma reação a comentários de Rutte sobre a operação "Fúria Épica". Segundo o chanceler iraniano, o chefe da Otan afirmou que a ofensiva não teria sido possível sem o uso da Europa como plataforma para a projeção do poder militar dos EUA e que cerca de 5 mil aeronaves decolaram de bases europeias em apoio à operação desde 28 de fevereiro.
As críticas ocorrem em meio à escalada das tensões entre Washington e Teerã. Nesta quarta, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que os EUA seguirão defendendo a abertura do Estreito de Ormuz e que o presidente Donald Trump mantém opções militares contra o Irã. A fala de Rubio ocorreu ao mesmo tempo do discurso do presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, na Assembleia Geral da ONU.
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