O Ministério da Saúde da Argentina abriu uma investigação epidemiológica para determinar a origem do surto de hantavírus que atingiu o cruzeiro MV Hondius, atualmente retido em Cabo Verde. O navio partiu de Ushuaia em 1º de abril e o primeiro relato de sintomas ocorreu em 6 de abril, por um passageiro holandês. Até o momento, oito casos foram identificados e três mortes confirmadas.
Segundo autoridades argentinas, o foco da investigação é reconstruir o itinerário dos primeiros infectados, que são cidadãos holandeses. A hipótese inicial é que o contágio tenha ocorrido em áreas endêmicas do país antes do embarque, já que em Ushuaia não há presença de roedores reservatórios do vírus. “Estamos analisando cada deslocamento e contato desses passageiros para entender onde ocorreu a exposição”, informou o Ministério da Saúde.
A cepa identificada é a andina, a única variante conhecida capaz de transmissão entre humanos, embora rara e dependente de contato próximo. Esse detalhe torna a investigação ainda mais relevante, pois pode indicar que o surto não se limitou ao contato com roedores, mas envolveu transmissão direta entre pessoas.
Em 2026, a Argentina já registrou 32 casos de hantavírus em províncias como Buenos Aires, Salta e Chubut, o que reforça a necessidade de rastrear possíveis conexões entre esses episódios e o surto no cruzeiro.



