Por Mohammad Yunus Yawar
CABUL, 10 Jun (Reuters) - Ataques aéreos paquistaneses em três províncias afegãs mataram pelo menos 13 pessoas, incluindo 11 crianças, nesta quarta-feira, informou o governo Taliban afegão, em uma nova escalada do conflito que já custou centenas de vidas este ano.
Pelo menos outras 14 pessoas — todas crianças e mulheres — ficaram feridas nos ataques que violaram o espaço aéreo do Afeganistão e bombardearam residências civis nas províncias de Kunar, Khost e Paktika, disse o porta-voz do Taliban Zabihullah Mujahid.
O Paquistão afirmou que “ataques calibrados” ao longo da fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão mataram 26 militantes e foram uma resposta a uma recente onda de ataques no noroeste do país.
“Com base em informações de inteligência confiáveis, ataques seletivos a acampamentos e esconderijos foram realizados com precisão e exatidão”, disse o ministro da Informação do Paquistão, Attaullah Tarar, no X. “Quatro alvos foram completamente destruídos, incluindo um centro de treinamento, um esconderijo e um depósito de munições.”
Islamabad culpou Cabul por abrigar militantes que, segundo afirma, planejam ataques no Paquistão. Os ataques militantes no Paquistão quadruplicaram desde 2022, de acordo com o Armed Conflict Location & Event Data (ACLED), no ano seguinte ao retorno do Taliban ao poder no Afeganistão.
O Taliban negou as acusações e afirmou que a militância no Paquistão é um problema interno.
(Reportagem de Mohammad Yunus Yawar em Cabul e Mushtaq Ali em Peshawar)




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