O homem acusado de tentar realizar um atentado a tiros durante um jantar da Associação dos Correspondentes da Casa Branca se declarou inocente das acusações de tentativa de homicídio contra o presidente dos EUA, Donald Trump, e de ter disparado uma espingarda contra um agente do Serviço Secreto que tentou impedir o ataque.
Cole Tomas Allen estava algemado e vestindo um uniforme laranja de presidiário quando compareceu ao tribunal federal para sua audiência de instrução na manhã desta segunda-feira, 11. Allen não falou durante a breve audiência. Um de seus advogados apresentou a declaração em seu nome.
Os advogados de Allen pediram ao juiz distrital Trevor McFadden que impeça pelo menos dois altos funcionários do Departamento de Justiça de atuarem diretamente em seu processo, pois eles podem ser considerados vítimas ou testemunhas no caso, criando um potencial conflito de interesses.
McFadden não se pronunciou imediatamente sobre essa questão, mas pediu aos advogados de Allen que detalhassem o possível alcance de seu pedido de impedimento.
Um agente do Serviço Secreto foi atingido por um tiro enquanto usava colete à prova de balas durante o ataque de 25 de abril no Washington Hilton, que interrompeu e acabou levando ao encerramento antecipado de um dos eventos anuais de maior repercussão na capital do país. Allen, de 31 anos, de Torrance, Califórnia, ficou ferido, mas não foi atingido pelos disparos. Allen deverá retornar ao tribunal em 29 de junho.
Allen é apontado como um professor particular com alto nível de escolaridade e desenvolvedor amador de videogames.
Autoridades federais investigam um texto atribuído a ele que sugere motivação política e indignação com ações do governo. O bilhete indica ainda que integrantes do governo eram os principais alvos. "Funcionários do governo (excluindo Patel): são alvos, classificados por ordem de prioridade, do mais alto ao mais baixo", diz o texto, em aparente referência ao diretor do FBI, Kash Patel.



