Nos meses que antecedem a viagem prevista do presidente Xi Jinping a Washington, em setembro, para uma cúpula com Donald Trump, uma série de atritos menores nas áreas comercial e tecnológica vem emergindo entre as duas maiores economias do mundo.
O levantamento do South China Morning Post reúne tensões que vão desde os modelos chineses de inteligência artificial e novas restrições norte-americanas à robótica avançada até disputas envolvendo módulos ópticos e a ampliação de uma lista de empresas acusadas de trabalho forçado.
O ponto mais recente de fricção envolve justamente a inteligência artificial. Em meados de julho, a startup Moonshot AI, sediada em Pequim, apresentou o Kimi K3, um modelo de linguagem de pesos abertos com 2,8 trilhões de parâmetros, que rapidamente passou a ser observado com desconfiança em Washington.
Dias depois, o diretor do Escritório de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, Michael Kratsios, acusou a Moonshot de usar destilação de modelos para copiar o Claude Fable, da Anthropic. Já o secretário do Tesouro, Scott Bessent, advertiu que empresas chinesas envolvidas no que classificou como ataques de destilação em escala industrial, ultrapassando a fronteira do roubo de propriedade intelectual, podem enfrentar sanções ou ser incluídas na Entity List.
Pequim rejeitou as acusações. O Ministério do Comércio chinês classificou as declarações como "um ato típico de hegemonismo de IA" e afirmou que tomará todas as medidas necessárias para resguardar seus direitos e interesses legítimos.




Aviso