O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irã tem provocado forte preocupação internacional. A passagem é considerada uma das mais estratégicas do mundo, responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo e gás, além de ser rota importante para alimentos e insumos agrícolas. Desde março, milhares de marinheiros permanecem retidos na região, e a Organização Marítima Internacional classificou a situação como inédita desde a Segunda Guerra Mundial.
O Comitê de Segurança Alimentar da ONU alertou que a paralisação ameaça cadeias de suprimento em escala mundial, podendo gerar inflação alimentar e escassez em países dependentes de importações, especialmente na África e na Ásia. Analistas destacam que o bloqueio já elevou o preço do barril de petróleo tipo Brent de cerca de US$ 70 para mais de US$ 100, e o mesmo efeito pode se repetir com grãos e fertilizantes, ampliando o risco de fome global.
A Otan e 22 países aliados discutem medidas para tentar reabrir o estreito e garantir a navegação segura, diante da possibilidade de uma crise humanitária de grandes proporções. O impasse reforça a gravidade do conflito e mostra como o bloqueio de uma rota estratégica pode impactar não apenas o mercado energético, mas também a segurança alimentar mundial.


