Um jovem brasileiro que atua como combatente estrangeiro na guerra entre Rússia e Ucrânia publicou em sua conta pessoal no Instagram um vídeo que impressiona pela brutalidade da cena. Nas imagens, ele aparece deitado no chão, imóvel e colado ao solo, enquanto um tanque de guerra avança e passa praticamente sobre o seu corpo. O registro foi feito por ele mesmo, com a câmera acionada no exato momento em que o veículo blindado se aproximava.
O vídeo mostra a poeira levantada pelas esteiras e o ruído do motor tomando conta da gravação em questão de segundos. Deitar-se no solo e esperar a passagem do blindado é uma manobra desesperada, usada quando não há tempo nem rota de fuga possível; o soldado aposta na largura do vão entre as esteiras para não ser esmagado. Qualquer desvio de alguns centímetros do motorista, ou uma vala mais funda, transforma a tentativa em tragédia.
Ele sobreviveu e conseguiu se levantar depois que o veículo seguiu adiante. O caso voltou a expor a rotina de brasileiros que se alistaram para lutar no conflito no Leste Europeu, muitos deles jovens sem experiência militar prévia, atraídos por promessas de salários altos e contratos que raramente correspondem à realidade encontrada na linha de frente.
Autoridades brasileiras já alertaram em outras ocasiões sobre os riscos do alistamento de civis em guerras estrangeiras, situação em que o combatente perde grande parte das garantias de proteção previstas a militares regulares e fica sujeito a condições que o país de origem não tem como fiscalizar.



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