Por Francesca Halliwell
LONDRES, 2 Set (Reuters) - Brendan Fraser afirma que o novo drama de Anthony Maras sobre a Segunda Guerra Mundial, “Pressão”, serve como uma lição de cautela que continua relevante até hoje, mais de 80 anos após a invasão do Dia D.
Em declarações à Reuters durante a estreia europeia do filme em Londres na terça-feira, o ator vencedor do Oscar disse que as pessoas “questionam a natureza e a ciência por sua própria conta e risco” — e, no entanto, “a ciência e a física não se importam com nossos sentimentos neste planeta”.
Adaptado da peça teatral de David Haig de 2014, “Pressão” conta a história real do capitão James Stagg, meteorologista cuja previsão do tempo levou os comandantes aliados a adiar a invasão do Dia D por 24 horas.
Se a operação tivesse ocorrido em 5 de junho de 1944, conforme planejado originalmente, acredita-se que tempestades severas teriam frustrado a missão. O sucesso final da invasão ajudou a virar o jogo da Segunda Guerra Mundial contra a Alemanha nazista.
Andrew Scott, estrela de “Fleabag”, disse que a história destaca uma figura amplamente esquecida na história da guerra. “É maravilhoso poder dar vida a essa incrível história real”, disse ele. “E esse homem que interpreto, James Stagg, foi um verdadeiro herói de guerra, e sua previsão mudou o curso da história.”
O filme gira em torno da imensa pressão enfrentada pelo meteorologista ao desafiar líderes militares determinados a prosseguir com uma das operações mais significativas da guerra na data prevista.
Entre os comandantes aliados, o marechal de campo Bernard Montgomery, interpretado por Damian Lewis, revela-se um dos adversários mais ferrenhos de Stagg, resistindo repetidamente aos apelos por um adiamento. Lewis comparou a luta de Stagg à história de Davi e Golias, com o meteorologista sendo forçado a se apresentar diante dos altos comandantes aliados e alertá-los de que iniciar a invasão prematuramente poderia resultar em um desastre.
Fraser, que interpreta o general Dwight D. Eisenhower no filme, afirmou que foi a humanidade do comandante e sua preocupação com suas tropas que o atraíram para o papel.
“Ao pesquisar sobre ele, passei a admirar muito as decisões que tomou”, disse. “Em retrospecto, podemos vê-lo como um daqueles líderes mundiais que se importavam profundamente com o que estavam fazendo.”
Para o dramaturgo David Haig, a história traz uma mensagem contemporânea, pois a deliberação cuidadosa por trás das decisões retratadas em “Pressão” contrasta com um mundo em que escolhas importantes são frequentemente tomadas de forma rápida e impulsiva devido às redes sociais e a outros fatores.
“Pressão” estreia nos cinemas brasileiros esta semana.



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