Por Nick Mulvenney
MIAMI, 2 Jul (Reuters) - O técnico Bubista afirmou que a abordagem destemida de Cabo Verde em sua primeira Copa do Mundo não mudará na partida contra a Argentina nesta sexta-feira, com os azarões africanos focados exclusivamente em avançar para as oitavas de final às custas da atual campeã mundial.
O ex-zagueiro tem se mantido coerente em suas declarações ao longo da campanha e os empates surpreendentes contra Espanha, Uruguai e Arábia Saudita até agora têm confirmado sua visão ambiciosa.
“Nosso principal objetivo é fazer uma boa partida e tentar avançar para a próxima fase”, disse aos repórteres no Estádio de Miami nesta quinta-feira.
“Estamos nesta competição por mérito próprio. Mostramos isso durante as eliminatórias e, em nossas três partidas aqui, demonstramos que podemos competir neste nível."
“Queremos continuar fazendo isso da melhor maneira possível, com humildade, organização e coragem. Esta é uma partida de mata-mata, então só temos um pensamento em mente: tentar avançar.”
Bubista demonstrou o devido respeito pela Argentina, pelo técnico Lionel Scaloni e por Lionel Messi, mas afirmou que sua equipe também merece respeito, primeiro por ter se classificado à Copa e, em seguida, conquistado vaga no mata-mata ao terminar em segundo lugar no grupo.
“Desde que chegamos, confiamos na nossa maneira de trabalhar e no que temos feito. Se os outros não nos respeitaram, isso foi problema deles. Confiamos no nosso trabalho”, disse.
“Jogamos nossas três partidas da fase de grupos com mérito e com a possibilidade de vencê-las. É isso que pretendemos fazer novamente. Conhecemos a qualidade do nosso adversário, mas ainda temos nosso sonho e continuaremos a persegui-lo.”
Bubista disse que Cabo Verde, 67º no ranking mundial da Fifa antes do torneio começar, não teria planos específicos para lidar com Messi e prefere se concentrar na ameaça de toda a seleção argentina.
“Os adversários mudam, mas as dificuldades permanecem. Cada time traz desafios diferentes”, disse.
“Sempre tentamos nos adaptar a cada adversário sem perder nossa identidade. Vamos tentar fazer o mesmo contra a Argentina: respeitá-los, mas também manter uma forte ambição de passar de fase.”
(Reportagem de Nick Mulvenney)




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